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Com manifestações contra PEC da Blindagem Emanuelzinho e Juarez Costa ‘colhem louros nacionais’ dos votos contrários

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A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a chamada PEC da Blindagem. O texto recebeu 353 votos a favor e 134 contrários no primeiro turno, e 344 a favor contra 133 no segundo, número suficiente para garantir a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição, que agora segue para análise no Senado.

A PEC altera regras constitucionais para dificultar a abertura de processos criminais contra deputados e senadores. Entre os pontos mais criticados estão a exigência de autorização das Casas Legislativas para que investigações avancem, a manutenção de prisões em flagrante e o retorno do voto secreto para autorizar processos contra parlamentares. A votação quase que unânime, desceu amarga na ‘garganta’ dos brasileiros que, além de manifestarem-se em diversas capitais, passam a olhar com novos olhos, quem votou contra e a favor da proposta.

Isso porque, durante a votação, defensores da PEC afirmaram que o texto visa resguardar o mandato parlamentar de possíveis abusos e pressões políticas externas, fortalecendo a separação de poderes. Já opositores classificaram a medida como um “retrocesso” no combate à corrupção, alertando que ela pode consolidar um cenário de impunidade institucionalizada. Entidades civis e movimentos sociais também se manifestaram contra a aprovação, afirmando que a PEC representa um golpe na transparência e na fiscalização pública.

Dentre os que estão colhendo os ‘bons louros’ da firmeza dos votos estão os deputados federais mato-grossenses,  Emanuelzinho e Juarez Costa, ambos do MDB que disseram não à PEC da Blindagem. Já os outros seis deputados de Mato Grosso, Coronel Assis (União Brasil), Coronel Fernanda (PL), Gisela Simona (União Brasil), José Medeiros (PL), Nelson Barbudo (PL) e Rodrigo da Zaeli (PL), passam apuros em seus mandatos, pois, apesar de basearem seus mandados no discurso de anticorrupção, votaram sim à PEC da Blindagem.

O voto de Emanuelzinho ganhou destaque nacional, sendo visto como sinal de independência e alinhamento ao clamor popular por maior transparência e responsabilização política. “Não posso apoiar um projeto que afasta a população da verdade e dá mais privilégios a quem já tem muitos”, justificou o parlamentar.

Implicações políticas

A aprovação da PEC da Blindagem reacende o debate sobre o equilíbrio entre Legislativo e Judiciário e poderá gerar questionamentos no Supremo Tribunal Federal. Para especialistas, a medida tende a aprofundar a crise de confiança da sociedade em relação às instituições políticas.

Ao mesmo tempo, o posicionamento de deputados como Emanuelzinho e Juarez Costa pode render dividendos políticos junto ao eleitorado, especialmente em Mato Grosso, onde a insatisfação com privilégios parlamentares tem sido cada vez mais vocalizada.

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