A Polícia Federal formalizou o pedido de suspensão do exercício da função pública de Mauro Carvalho Júnior, conhecido nos bastidores políticos como Maurinho Carvalho, atual Secretário-Chefe da Casa Civil do Estado de Mato Grosso. A representação policial argumenta que a medida cautelar seria necessária no âmbito das investigações do Inquérito 1822, que apura supostas irregularidades e um esquema de blindagem patrimonial em torno da transação milionária realizada entre o Governo do Estado e a Oi S.A., cujos repasses ultrapassam a casa dos R$ 300 milhões.
Apesar do requerimento da autoridade policial, o ministro relator Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu o pedido de afastamento do homem forte do Palácio Paiaguás. Na avaliação do magistrado, não ficaram demonstrados elementos concretos ou contemporâneos de que Maurinho esteja utilizando a estrutura do cargo para obstruir a instrução criminal ou reiterar as práticas investigadas. Contudo, o chefe da Casa Civil segue no alvo de outras cautelares rígidas impostas pela Suprema Corte, como o bloqueio bens, a quebra dos sigilos bancário e fiscal, além da retenção de passaporte e da proibição de manter contato com os demais investigados no feito.






















