O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (SINDJOR/MT) emitiu uma nota de repúdio à operação “Fake News” conduzida pela Polícia Civil em Cuiabá, nesta terça-feira (06). A operação investiga acusações de calúnia, difamação, injúria, perseguição e falsa identidade, tendo como alvos os jornalistas, Enock Cavalcante e Alexandre Aprá.
Na nota, o sindicato evidencia a preocupação com os profissionais do setor da comunicação que recorrentemente vêm sendo alvos de denúncias infundadas de chefes dos executivos mato-grossenses, na ‘estratégia de imputar o crime de organização criminosa à atividade jornalística’.
A entidade também enfatizou uma conversa com André Luiz de Carvalho Matheus, especialista em direito das prerrogativas e liberdade de imprensa, que criticou a estratégia de imputar crimes graves aos jornalistas para justificar tais operações.
“Nos últimos anos a gente tem visto uma crescente de perseguições a jornalistas e comunicadores no país.
Pelo que me foi relatado e tudo que eu levantei até agora, foram imputadas calúnia majorada, perseguição e Organização Criminosa para possibilitar abertura de inquérito e ações de busca e apreensão contra jornalistas. Ter um inquérito em relação a esses crimes é absurdo, e ao que parece o Estado de Mato Grosso tem usando esse instituto (Organização Criminosa) com essa finalidade”, apontou o especialista
VEJA A NOTA NA ÍNTEGRA
O SINDJOR/MT repudia qualquer tipo de perseguição a jornalistas, em especial as que vêm sendo recorrentes no bojo da operação Fake News deflagrada pela Polícia Civil em Cuiabá, inquérito que tramita perante a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI). Hoje, na 3.º fase da operação, foram alvos de busca e apreensão de celulares e computadores os jornalistas Enock Cavalcante e Alexandre Aprá.
O SINDJOR/MT conversou com o especialista em direito das prerrogativas e liberdade de imprensa André Luiz de Carvalho Matheus. Advogado no Flora, Matheus & Mangabeira Sociedade de Advogados.
Para André, os crimes apurados em si não ensejariam ações de busca e apreensão, entretanto, tem havido uma estratégia de imputar o crime de organização criminosa à atividade jornalística, com o fim de amparar a existência de um inquérito e a possibilidade de ações como busca e apreensão.
Nos últimos anos a gente tem visto uma crescente de perseguições a jornalistas e comunicadores no país. Pelo que me foi relatado e tudo que eu levantei até agora, foram imputadas calúnia majorada, perseguição e Organização Criminosa para possibilitar abertura de inquérito e ações de busca e apreensão contra jornalistas. Ter um inquérito em relação a esses crimes é absurdo, e ao que parece o Estado de Mato Grosso tem usando esse instituto ( Organização Criminosa) com essa finalidade. Já tem se tornado comum a abertura de inquérito contra jornalistas e comunicadores em Mato Grosso e isso tem chamado atenção de organizações nacionais e internacionais, que estão notando a existência de uma perseguição contra a liberdade de imprensa e expressão no Mato Grosso, concluiu.






















