O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e dirigente estadual do Podemos, deputado Max Russi, afirmou nesta quarta-feira (29) que a convenção do União Brasil será decisiva para definir os rumos da disputa pelo Governo do Estado. Para ele, a confirmação ou não da candidatura de Jayme Campos pode alterar profundamente as alianças, o tempo de propaganda eleitoral e até a possibilidade de a eleição ser decidida no primeiro ou no segundo turno.
Segundo Max, o cenário político ainda está indefinido e qualquer tentativa de antecipar o desenho final da eleição seria precipitada. O deputado avaliou que a entrada de mais um candidato competitivo ao governo mudaria completamente a configuração da disputa.
“A convenção mais importante será a convenção do União Brasil. Depois dela, a gente vai ter mais claro como será a eleição deste ano. Podemos ter um candidato a mais ou não. Essa definição vai dar o norte para a eleição”, declarou.
Na avaliação do presidente do Podemos, uma eventual candidatura de Jayme Campos teria impacto direto na distribuição das forças partidárias, nas coligações e nas chapas proporcionais e majoritárias. Max destacou que a presença de três ou quatro candidatos competitivos pode fazer diferença, inclusive, na possibilidade de realização de um segundo turno.
“Você ter uma eleição com quatro candidatos ou com três candidatos faz muita diferença. Pode mudar completamente a disputa. A composição política e a definição do União Brasil vão dar o encaminhamento dessa eleição”, afirmou.
Max também ressaltou que Jayme Campos, caso confirme a candidatura, entrará na disputa com condições de buscar a vitória. Apesar disso, evitou fazer projeções sobre quais candidatos seriam mais beneficiados ou prejudicados com a entrada do senador no páreo.
“Eu acho que o Jayme é um bom candidato e, se entrar na disputa, vai entrar para disputar e para ganhar. Mas política não é matemática. Muitas vezes, a gente acha que um mais um são dois e acaba sendo um. São contas diferentes, que envolvem sentimento e pessoas”, ponderou.
Ao falar sobre o posicionamento do Podemos, Max Russi garantiu que o partido ainda não fechou acordo com nenhuma candidatura ao Governo do Estado. Segundo ele, a legenda mantém conversas com todos os pré-candidatos e pretende avaliar propostas, planos de governo e compromissos para os próximos quatro anos.
“O Podemos não tem nenhuma amarração e nenhum vínculo com ninguém. Estamos conversando com todo mundo, discutindo plano de governo e o que queremos para os próximos quatro anos. Precisamos que Mato Grosso continue avançando, desenvolvendo, mas também tenha um olhar social maior para algumas áreas prioritárias”, explicou.
Max afirmou que, na condição de presidente partidário, tem a obrigação de buscar o melhor encaminhamento para os integrantes da sigla. A decisão final, porém, deverá passar pelos convencionais e pela direção executiva do partido.
“Eu sou presidente e tenho obrigação com os meus liderados e com o meu partido de procurar o melhor encaminhamento. Quem vai decidir serão os nossos convencionais. Nós estamos abertos ao diálogo e à conversa com todos os candidatos”, disse.
A convenção estadual do Podemos está marcada para o dia 4 de agosto. Conforme Max, a tendência é que o encontro aprove as candidaturas proporcionais e delegue à executiva a definição sobre eventual coligação na disputa majoritária.
Mesmo participando das negociações para a formação das chapas majoritárias, Max Russi deixou claro que a prioridade do Podemos será fortalecer as candidaturas à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal.
A meta estabelecida pela direção partidária é eleger pelo menos seis deputados estaduais e garantir uma cadeira na Câmara dos Deputados.
“A prioridade do Podemos é a chapa estadual e federal. Prioritariamente, queremos eleger pelo menos seis deputados na Assembleia Legislativa e pelo menos um deputado federal em Brasília”, afirmou.
Segundo Max, o partido possui nomes que podem participar de uma composição para vice-governador ou para suplência ao Senado, mas não pretende transformar esses espaços em condição obrigatória para uma aliança.
“Não é a nossa prioridade e não vamos brigar por isso. Caso exista a possibilidade de um nome nosso somar à chapa, estaremos à disposição. Temos bons nomes de mulheres e de homens, representando vários setores”, declarou.
Entre os nomes que poderiam participar de uma chapa como suplentes ao Senado, o deputado mencionou Paulo Araújo e Jociro, além de outras lideranças da legenda.
Max Russi também esclareceu as conversas mantidas com a deputada estadual Janaina Riva, do MDB. Conforme o presidente do Podemos, a parlamentar procurou a direção da sigla para discutir uma eventual candidatura ao Senado, e não para buscar apoio a uma composição como vice-governadora.
“A Janaina me procurou para ser candidata a senadora. Ela não me procurou para ser candidata a vice. A conversa que tivemos foi para caminharmos juntos em torno da candidatura dela ao Senado”, revelou.
O deputado explicou que as tratativas envolvendo a possibilidade de Janaina integrar como vice uma chapa liderada pelo governador Otaviano Pivetta pertencem ao MDB e ao Republicanos, sem participação direta do Podemos.
“Caso ela mude a candidatura, essa é uma conversa que está sendo feita separadamente pelo partido dela com o Republicanos. O Podemos não participa dessa discussão”, frisou.
Apesar de reconhecer que a possibilidade vem sendo debatida nos bastidores, Max afirmou não acreditar que a composição de Janaina como vice avance. Para ele, a tendência é que a deputada permaneça na disputa pelo Senado.
“Particularmente, não acredito que vá prosperar essa questão de vice. Eu acho que ela vai disputar. Nós fizemos uma carta de intenção, digamos assim, mas não fechamos o negócio”, afirmou.
Antes de tratar do cenário eleitoral, Max Russi destacou a importância da aproximação entre o poder público e o setor privado durante o Fórum LIDE Mato Grosso, realizado em Cuiabá.
Segundo o deputado, o encontro permite ampliar o debate sobre o potencial econômico do estado e oferece conhecimento aos empresários, investidores e agentes públicos.
“Estamos fazendo isso com o propósito de aproximar o poder público do poder privado e demonstrar a importância do conhecimento trazido pelos palestrantes. O evento está totalmente lotado, com grande interesse dos empresários em participar, debater e entender melhor o potencial do nosso estado”, disse.
Max ressaltou que Mato Grosso apresenta índices de crescimento superiores à média nacional e passou a despertar o interesse de investidores estrangeiros, incluindo representantes da China.
“Mato Grosso cresce com números excelentes, diferentemente do Brasil. É muito positivo ser observado pelo mundo pela nossa produção, capacidade e potencial. Precisamos, enquanto poder público, trabalhar para fortalecer ainda mais o desenvolvimento e gerar oportunidades”, concluiu























