A Justiça de Mato Grosso determinou sigilo no processo que investiga o assassinato do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em dezembro de 2023. A decisão foi tomada pela juíza Anna Paula Gomes de Freitas, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, atendendo a um pedido da defesa dos réus, que argumentou a necessidade de proteger a privacidade da vítima, já que o conteúdo do celular de Zampieri será anexado ao processo.
A magistrada avaliou que o sigilo é necessário para resguardar a intimidade e a honra do advogado assassinado, alinhando-se a uma decisão do desembargador Juvenal Pereira da Silva, que reforça a importância de proteção da imagem e vida privada da vítima. A defesa dos réus havia solicitado também mais tempo para apresentar as alegações finais, justificando a complexidade dos dados obtidos nos celulares apreendidos. Contudo, a juíza negou a prorrogação, lembrando que o mesmo pedido já fora indeferido na semana anterior.
Detalhes do caso
Roberto Zampieri, de 56 anos, foi morto em 5 de dezembro de 2023 em frente a seu escritório no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. O advogado foi alvo de diversos disparos enquanto estava em sua picape. O executor do crime foi localizado e preso na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).
As investigações apontaram Hedilerson Fialho Martins Barbosa, membro do Exército, como intermediário, suspeito de contratar o executor e fornecer a arma. Também foi preso o coronel do Exército Etevaldo Luiz Cacadini de Vargas, acusado de financiar o crime. O suposto mandante, Aníbal Manoel Laurindo, ainda responde em liberdade.
O caso segue em sigilo, com o avanço das investigações e novos elementos sendo apurados pela polícia e Justiça de Mato Grosso.
























