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ROMBO MILIONÁRIO

Ex-presidente e mais 5 viram réus por supostas fraudes na Unimed

Os fatos são apurados no âmbito da Operação Bilanz, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira

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O Juízo da 5ª Vara Federal da Capital já aceitou a denúncia e tornou réu o ex-presidente da Unimed Cuiabá, Rubens Carlos de Oliveira Júnior, e outros cinco ex-integrantes da alta cúpula da entidade por supostas fraudes que teriam ocasionado o rombo de R$ 400 milhões.

Os fatos são apurados no âmbito da Operação Bilanz, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (30).

Além de Rubens, também foram denunciados pelo Ministério Público Federal: a ex-diretora administrativa financeira e médica Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma, o ex-CEO Eroaldo de Oliveira, a ex-superintendente administrativa financeira Ana Paula Parizzotto, a contadora Tatiana Bassan e a advogada Jaqueline Larréa.

A denúncia, oferecida em agosto passado, acusa os investigados por sete crimes de falsidade ideológica.

Todos foram alvos de mandados de prisão preventiva cumpridos nesta quarta. Além das ordens de prisão, a Justiça ainda autorizou a realização de busca e apreensão, afastamento de sigilos telemático, financeiro e fiscal, bem como o sequestro de bens dos investigados.

A operação

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF-MT) deflagraram a Operação ‘Bilanz’, com o objetivo de esclarecer possíveis irregularidades envolvendo a Cooperativa de Médicos Unimed Cuiabá, durante a gestão do quadriênio 2019-2023.

Nesse período, a entidade era presidida pelo médico Rubens Carlos de Oliveira.

As investigações identificaram indícios de práticas ilícitas relacionadas à gestão financeira e administrativa da entidade, incluindo a apresentação de documentos com graves irregularidades contábeis à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Assim, estão sendo apurados os crimes de falsidade ideológica, estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em abril passado, a Unimed Cuiabá celebrou com o MPF um acordo de leniência, confessou a prática de fraudes na entidade, se comprometeu a pagar uma multa de R$ 412.224,70 e entregou os nomes dos envolvidos nas práticas criminosas. As informações prestadas pela entidade culminaram na deflagração da operação.

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