MP-SP denunciou Maicol Antonio Sales dos Santos, 26, pela morte da jovem Vitória Regina de Sousa, 17, em Cajamar (SP), em fevereiro deste ano.
O que aconteceu
Denúncia por quatro crimes: feminicídio, sequestro qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual feita três vezes.Ministério Público também pediu a prisão temporária de Maicol, que já está preso preventivamente. “O inquérito abriu vista para o MP ontem. A denúncia foi oferecida porque a prisão temporária do Maicol vence no dia 3 de maio. A denúncia foi oferecida com agilidade para que o juíz tenha condições de verificar se concorda com a autoridade policial e MP”, detalhou o promotor de Justiça, Jandir Moura Torres Neto.
“Acabou de ser protocolada a denúncia. Uma parte do processo está com segredo de justiça. Adianto que foi feito um pedido pelo MP para que o sigilo seja levantado, restringindo o sigilo às fotos e documentos da vítima. Até que a decisão sobre esse ponto seja proferida o inquérito segue em sigilo”, explicou o promotor.
Material genético de outro homem foi encontrado no carro usado no crime. Segundo o delegado Fábio Cenachi, apesar dos indicativos de que alguém pode ter ajudado o homem a esconder o corpo, está descartada a possibilidade de que outra pessoa tenha participado no sequestro e do feminicidio. “Essa pequena porção de material genético pode ser de alguém que participou [da ocultação de cadáver], mas também de alguém que andou no carro do Maicol”, explicou.
Pena máxima de Maicol pode chegar a 50 anos. O cálculo feito pelo MPSP considera se o juiz aplicar maior pena para todos os crimes pelo qual ele foi denunciado.
MP quer nova investigação para apurar se Maicol teve ajuda de outra pessoa na ocultação do corpo. “Há indicativo de que essa conduta o Maicol [de ocultar o cadáver] pode ter tido a participação de uma terceira pessoa”, disse o promotor.
Além do material genético, outros indicativos levantam a possibilidade da participação de mais uma pessoa na ocultação de cadáver. A polícia e o MP não deram detalhes sobre essas evidências para preservar a investigação.
Não há prova de que adolescente sofreu abuso sexual. Segundo o MP, as provas levantadas pela polícia não conseguiram comprovar se Vitória foi estuprada. “O que é possível afirmar com a prova produzida é que a finalidade de ele ter sequestrado a vitória era realizar um desejo libidinoso dele”, explicou o promotor Jandir.

























