Parlamentares da oposição no Congresso Nacional protocolaram nesta terça-feira (23) um pedido de impeachment contra o ministro do STF Alexandre de Moraes (sem partido). A iniciativa ocorre em razão de denúncias de suposto conflito de interesses e intercessão junto ao Banco Central em favor do Banco Master, instituição investigada por supostas fraudes de cerca de R$ 12 bilhões.
O pedido foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos senadores Damares Alves (Republicanos‑DF), Eduardo Girão (Novo‑CE) e Magno Malta (PL‑ES), que solicitam investigação sobre a atuação de Moraes e de sua família junto à instituição financeira.
Contrato milionário da família de Moraes
Documentos da Polícia Federal confirmam que o Banco Master firmou contrato de R$ 129 milhões com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, com pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões durante 36 meses. O acordo gerou questionamentos sobre possível conflito de interesses, já que Moraes manteve contatos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante o período.
Negativa de Moraes
O ministro nega intercessão em favor do Banco Master e afirma que os encontros com autoridades do Banco Central e representantes do setor financeiro tratavam exclusivamente dos efeitos da Lei Magnitsky em sua situação pessoal.
CPI e próximos passos
O senador Alessandro Vieira (MDB‑SE) pretende coletar assinaturas para instalar uma CPI no Senado, a fim de aprofundar as investigações sobre o contrato de R$ 129 milhões e as relações de Moraes com o Banco Master. O processo de impeachment seguirá análise da PGR e posterior tramitação no Senado.
O Banco Master permanece sob intervenção do Banco Central após as investigações apontarem fraudes de cerca de R$ 12 bilhões, enquanto a PGR analisa o pedido de impeachment e eventuais responsabilidades do ministro e sua família.


























