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Brasileiros poderão renegociar dívidas com até 90% de desconto; veja regras

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O governo federal ampliou as condições do Desenrola Brasil, e à partir desta terça-feira (05) brasileiros endividados poderão buscar os bancos e instituições financeiras para renegociar seus débitos.

A proposta é permitir que consumidores limpem o nome com abatimentos que podem chegar a 90% do valor devido, dependendo do tipo e da idade da dívida.

Os maiores descontos são aplicados a débitos antigos, já considerados de difícil recuperação pelos bancos. Nesses casos, a redução pode variar entre 60% e 90%. Dívidas mais recentes, especialmente de cartão de crédito e cheque especial, tendem a ter abatimentos menores, geralmente entre 20% e 50%, com foco na redução de juros acumulados.

Entram no programa dívidas de consumo e crédito bancário, como cartão de crédito, cheque especial, empréstimos pessoais e contas atrasadas de serviços essenciais, como água, energia e telefonia, desde que as empresas credoras participem da iniciativa. Dívidas com garantia, como financiamento imobiliário, não são o foco principal das melhores condições de desconto.

O valor negociado varia conforme o perfil do devedor e da instituição financeira, mas o programa prioriza débitos de pequeno e médio porte, geralmente aqueles que mantêm o consumidor negativado. Em muitos casos, os acordos ficam concentrados em valores que podem chegar a cerca de R$ 15 mil por instituição, já com o desconto aplicado.

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O impacto direto no orçamento é um dos pontos centrais da renegociação. Nos acordos parcelados, o comprometimento da renda costuma ser limitado para evitar novo desequilíbrio financeiro, com parcelas que geralmente não ultrapassam cerca de 30% da renda mensal do consumidor, dependendo da análise de crédito feita pelos bancos e instituições financeiras.

Em renegociações parceladas, a primeira cobrança poderá ocorrer até 35 dias após o acordo. Nos pagamentos à vista, o desconto mais alto é aplicado, com quitação imediata da dívida e baixa do registro de inadimplência após compensação.

O programa terá duração de 90 dias. O objetivo do governo ao estruturar o Desenrola é reduzir o nível de inadimplência no país, reativar o acesso ao crédito e estimular o consumo das famílias.

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