O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou em entrevista à imprensa que a gestão municipal já pagou R$ 49 milhões em materiais didáticos sob suspeita de fraude e descartou categoricamente que a prefeitura tenha cometido “pedaladas fiscais” na área da Educação.
O pronunciamento detalha o embate público entre o prefeito e o ex-secretário de Educação, Amauri Monge, sobre contratos que podem ultrapassar R$ 80 milhões em supostas irregularidades.
“Já foi pago esse material. Já se foi pago R$ 49 milhões. Pagou R$ 21 milhões em janeiro de material didático, mas não se pagou os materiais necessários para a volta às aulas. Essa é a preocupação nossa, que fez com que a gente se posicionasse. Essa secretaria precisa de uma correção de rumo”, disse o prefeito.
Abilio revelou que este montante foi efetivamente transferido para o pagamento de livros didáticos. O prefeito alega que os materiais foram adquiridos em volumes excessivos, desnecessários e com indícios de sobrepreço.
O prefeito rebateu as acusações feitas pelo ex-secretário na Câmara de Vereadores de Cuiabá de que o município estaria aplicando uma pedalada fiscal superior a R$ 100 milhões ao reter pagamentos de fornecedores. Abilio assegurou que “todas as despesas estão devidamente registradas” e que suspendeu os repasses subsequentes justamente para conter o rombo que já está sendo investigado.
“Não houve pedalada alguma. O que houve foi uma informação muito clara. A gente executou financeiramente o equivalente aos 25%. Ficou um valor de resto a pagar, principalmente de aquisições. Resto a pagar de aquisições é normal”, disse o prefeito cuiabano.






















