O ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PSD) denunciou que o prefeito Abilio Brunini (PL) estaria utilizando dinheiro público para financiar a produção de conteúdo voltado ao engajamento pessoal nas redes sociais.
Em vídeo divulgado nas plataformas digitais, Emanuel afirma que servidores pagos pela Prefeitura de Cuiabá atuam diretamente na gravação e produção de vídeos para os perfis particulares do atual chefe do Executivo municipal.
Na gravação, Emanuel mostra um homem vestido de preto realizando filmagens durante a produção de conteúdo para redes sociais e afirma, segundo ele, ter provas de que o homem se trata do influenciador Lucas Acrísio de Pinho, que ocupa cargo remunerado pela prefeitura no valor de R$ 7.617 por mês.
Segundo o ex-prefeito, a estrutura pública estaria sendo usada para fortalecer a presença digital pessoal de Abilio, especialmente no Instagram.
“O prefeito não pode usar a estrutura da prefeitura, paga com dinheiro público, para alimentar sua rede particular”, declarou Emanuel. “Ele pode gravar seus ‘TokTok’? Pode, desde que pague do próprio bolso. O que não pode é usar servidor público e a máquina da prefeitura para isso”, denunciou.
O ex-prefeito afirmou ainda que irá formalizar denúncia junto ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado, pedindo investigação sobre possível desvio de finalidade e uso indevido da estrutura pública para promoção pessoal, inclusive com diversos influenciadores que estariam contratados pela prefeitura, seja na folha de pagamento ou por meio de verbas de mídia da Secretaria de Comunicação.
Usar dinheiro de gestões públicas, como prefeituras e governos, para autopromoção pessoal de gestores é proibido pela Constituição Federal. Da mesma forma, também não é permitido utilizar recursos públicos para pagar influenciadores digitais ou impulsionamento em redes sociais voltados à promoção pessoal e política do gestor.
“A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”, diz o artigo 37, §1º, da Constituição Federal.
Nas últimas semanas, o vereador Didimo Vovô (PSB) denunciou que Abilio gastou, por meio da Secretaria Municipal de Comunicação (Secom), comandada pela secretária Ana Karla Costa, mais de R$ 6,7 milhões em contratos publicitários com 128 empresas de mídia. Entre elas, perfis de Instagram e sites que o parlamentar chamou de “sites dos amigos do prefeito”.
A exemplo do vereador, que também denunciou ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público o suposto uso indevido de recursos públicos e solicitou investigações, Emanuel afirmou possuir vasto material que comprovaria as denúncias.
Segundo o ex-prefeito, as provas reunidas vão além das imagens divulgadas nas redes sociais.
“Não adianta negar. As denúncias têm muito mais elementos que comprovam a utilização da estrutura da prefeitura para engajamento próprio do Abílio nas redes sociais”, afirmou.
Até o momento, nem o prefeito Abilio Brunini nem a Prefeitura de Cuiabá se manifestaram oficialmente sobre as acusações feitas pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro.


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